domingo, 17 de junho de 2007





UM JORNALZINHO REPLETO DE OPORTUNIDADES

Havia (e ainda há) nas bancas de jornais um jornalzinho chamado “PRIMEIRA MÃO”.
Um dia eu comprei um e levei-o para ler a noite, em casa. Havia nele muitos anúncios de vendas de coleções de tudo o que se possa imaginar. Coleções de lápis com propaganda, chaveiros, caixas de fósforos, cartões postais, abridores de latas, vidros de perfumes, latas de cervejas, caixinhas, maços de cigarros antigos, fotografias de artistas, pentes, espelhos, gibis antigos, etc., etc., etc.. Não só coleções como peças de antiguidades, quadros, livros, móveis, etc. Todos queriam vender de tudo... Fiz uma relação do que mais me interessava e no outro dia de manhã liguei para vários locais combinando com os donos das mercadorias visitas em suas residências.

MINHA PRIMEIRA COMPRA ATRAVÉS DO PRIMEIRA MÃO

Fiz um roteiro e fui à primeira casa. A pessoa queria vender uma coleção de chaveiros. Era imensa... Milhares e milhares de chaveiros de todos os tipos. De plásticos, acrílicos, madeiras, metais, couro... De times de futebol, clubes, empresas de transportes, aviação, militares, religiosos... De todas as cores, épocas, alguns antigos, mas a maioria, modernos... Gostei de cara da coleção! Era algo que eu nunca tinha visto antes. Comprei tudo na base de R$ 0,05 (cinco centavos) cada. Gastei ali uns cento e poucos reais. Dei uma parte em dinheiro e um cheque predatado. Nesse dia nem fui em outras casas. Eram muitos chaveiros. Enchi várias sacolas, peguei um taxi e fui para o meu escritório de desenhos. Passei o dia inteiro contemplando, fascinado, os chaveiros... E separando-os por assuntos... No outro dia fui a mais algumas casas. Comprei várias coisas... Discos, fitas kasete, gibis, livros... Alguns objetos pequenos de adorno, quadros, curiosidades. Quando chegou o Domingo eu tinha muitas novidades para expor na feira. Foi o maior sucesso. Vendi muitos chaveiros, sendo que os mais caros a cinco reais e os mais baratos a cinqüenta centavos.

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